Morte de padre Carlos Arthur leva a apuração sobre suspeita de Covid-19 no Santuário Nacional

Vigilância Epidemiológica de Aparecida acompanha grupo de religiosos que moram e atuam no espaço; redentorista tinha 73 anos

Celebração religiosa no Santuário Nacional; morte suspeita por Covid-19 gera alerta a fiéis (Foto: Reprodução)

Thales Siqueira
Aparecida 

Após a morte do missionário redentorista Carlos Artur Annunciação, padre do Santuário Nacional de Aparecida, com risco de contaminação pelo novo coronavírus colocou interrogações sobre a possibilidade de novos casos na Basílica. Entre os frequentadores do templo, a preocupação é ainda maior devido ao grande número de pessoas que circulam pelo local.

Annunciação morreu aos 73 anos, na madrugada da última quarta-feira (26), com suspeita de Covid-19. O padre estava internado no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, desde o início da semana passada, com quadro de pneumonia.

Até esta segunda-feira (30), ainda que não há exames que confirmem que o religioso foi mais uma vítima fatal da doença. O tratamento seguiu todos os protocolos indicados para Covid-19.

Também seguindo as medidas contra a Covid-19, o sepultamento foi realizado no cemitério Santa Rita, sem a realização de velório. O local ficou fechado por 48 horas voltando a sua normalidade no domingo (29), após desinfecção.

O padre morava no convento Missionários Redentorista, que fica dentro do Santuário Nacional, com outros sacerdotes e missionários (cerca de 34 padres dividem a mesma habitação). Com a notícia da morte do padre Carlos Arthur, a suspeita de que outros seis religiosos da mesma comunidade estejam com sintomas da Covid-19 veio à tona. Romeiros e moradores da cidade viralizaram boatos sobre contaminações.

A Vigilância Epidemiológica de Aparecida anunciou que fará um acompanhamento com os padres que atuam e moram no Santuário Nacional.

Segundo a assessoria de imprensa do espaço religiosos, não existem exames que comprovem que o missionário realmente teve Covid-19. O Santuário garante que segue à risca as orientações das autoridades sanitárias, no que se refere aos cuidados com a saúde dos missionários redentoristas, que atuam na Basílica e que, no momento não há nenhum religioso com testagem positiva para o novo coronavírus.

Funcionamento – O Santuário Nacional de Aparecida voltou a receber fiéis no final de julho, após quatro meses fechado. No início da quarentena, em março, todas as atividades religiosas eram feitas sem público e transmitidas pelos meios de comunicação da Rede Aparecida.

 

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