Mesmo sem missas presenciais, romarias a pé seguem sem restrições nas estradas

Atenção a fieis tenta impedir nova alta em acidentes com fiéis, além de cuidados com a pandemia do novo coronavírus; no ano passado, uma pessoa morreu e seis foram atropeladas na Via Dutra

Romeiros que transitam na Via Dutra sentido ao Santuário Nacional; rodovia é foco de atenção devido aos riscos de acidentes (Foto: Rafaela Lourenço)

Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida

Tomadas por romeiros durante as principais datas do calendário religiosos, as estradas federais e estaduais da região são foco de atenção devido aos riscos de acidentes. Em 2020, o receio foi ampliado pela pandemia do novo coronavírus, mas a liberação segue para que romeiros possam percorrer a pé as vias com destino aos principais pontos religiosos, entre eles o Santuário Nacional.

O Santuário informou que as celebrações para o dia 12 de outubro e a novena em preparação à Festa de Nossa Senhora Aparecida, serão realizadas com as portas da Basílica fechadas.

Os meses que antecedem o dia da festa são marcados pelas romarias a pé, que percorrem a rodovia Presidente Dutra, Rota da Luz (trecho de 194 quilômetros criado para garantir o bem-estar e a segurança dos caminhantes que realizam a peregrinação até Aparecida pelas margens da Via Dutra) e as estradas estaduais (SP-052, SP-183, SP-048 e SP-062), que ligam a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) ao Sul de Minas Gerais.

A principal rota escolhida pelos fiéis e a menos aconselhada é a Via Dutra. De acordo com a concessionaria CCR Nova Dutra, entre agosto e outubro de 2019, foram contabilizados 29.483 romeiros pelos acostamentos da Via Dutra em direção ao Santuário Nacional de Aparecida.

Entre a 0h do dia 10 e a 23h59 do dia 13 de outubro (final de semana da festa no ano passado), foram contabilizados 25.099, uma aumento de 51% comparado ao mesmo período de 2018 que foi de 16.678 romeiros, além de 71 atendimentos da equipe de resgate da CCR, um aumento de 92% em relação ao mesmo período de 2018, que foi de 37.

Mesmo com dados demostrando alta, a um mês da comemoração pela Padroeira, a via segue liberada.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o planejamento deve seguir o que foi colocado em prática nos últimos anos. “… teremos maior atenção também aos acessos para o litoral, que iniciam na Dutra, assim como a travessia para o Rio de Janeiro (trecho de nota da PRF)”.

O Santuário Nacional também informou, por meio de nota, que todo o complexo estará disponível para os romeiros, com parte das atividades liberadas, como o acesso ao Nicho da Imagem e a Basílica Nova, fora dos horários de celebrações (missas e encontros relativos ao dia 12 serão transmitidos de forma online)”.

A Prefeitura informou que devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, o Comitê Municipal de Crise mantém a ação de conscientização para que os fiéis coloquem em primeiro lugar sua segurança particular e da sua família, preservando sua saúde. “Nenhuma medida de prevenção deixará de ser tomada pelo Município, como já vem acontecendo há meses, portanto, todos aqueles que em Aparecida chegarem passarão por orientação nos Postos de Prevenção Covid-19, espalhados pela cidade. Em caso de pessoas que apresentem sintomas da doença, os procedimentos tomados serão os mesmos já adotados, como encaminhamento para Santa Casa de Misericórdia”.

Procurada pela redação do Jornal Atos, a Polícia Rodoviária Estadual não respondeu até o fechamento desta matéria sobre o planejamento deste ano para o Dia da Padroeira na Rota da Luz e as estaduais que cortam a região.

Operação Romeiro – Uma ação que reúne PM, Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual e do Grupamento Aéreo de São José dos Campos foi iniciada há duas semanas, com foco no combate à criminalidade nos principais pontos do turismo religioso.

O trabalho amplia o sistema de segurança aos fiéis em peregrinação com destinos como a o próprio Santuário Nacional, Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista. Em nota oficial, o 23° BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior) revelou que o trabalho, iniciado no último dia 5, segue até 13 de dezembro, em Aparecida, Cachoeira Paulista e Guaratinguetá, que conta com estrutura e eventos em reverência a Frei Galvão, primeiro santo da Igreja Católica no Brasil.

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