Falta de motorista prejudica transporte de atendidos pela Apae de Aparecida

Entidade confirma problema no serviço e promete solução em duas semanas

Rafael Rodrigues
Aparecida

Pais de alunos matriculados na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Aparecida reclamaram que desde o início do ano vem sofrendo com a falta de transportes das crianças para entidade.

A mãe de uma aluna, que preferiu não se identificar, alegou que desde que as aulas voltaram, o carro da entidade não tem ido buscar sua filha em casa, como era costumeiro feito. “Eu não tenho condições de levar minha filha até a Apae. Além de morarmos longe, ela ainda tem dificuldade de locomoção, e isso acaba atrapalhando nossa vida”.

Assim como ela, outros pais também reclamaram da situação, que inclusive foi confirmada pela diretora da associação e vice-prefeita, Dina Moraes Moreira, a Dina da Apae (PDT).

Ela alegou que o problema se deve pela falta de convênio com a Prefeitura, que até o ano passado direcionava um motorista para servir à entidade. “Hoje estamos sem o motorista, porque esse profissional trabalha através de uma parceria com a Prefeitura, mas qualquer entidade como a Apae precisa seguir vários trâmites burocráticos para iniciar um novo convênio com a administração pública”.

Para Dina, o número de alunos que dependem do veículo específico da entidade representa um universo pequeno diante da quantidade de matriculados. Atualmente, a Apae de Aparecida atende cerca de 170 alunos, sendo 25 que estão com a dificuldade no transporte. “Queria explicar que são poucos os alunos que utilizam o transporte escolar da Associação. A grande maioria vem através do transporte oferecido pela prefeitura”.

Além do motorista, a entidade conta com outros profissionais por meio da parceria com o poder público. Cozinheira e professores de educação física também devem compor o quadro de funcionários da associação assim que os trâmites burocráticos forem concluídos. “Existe um prazo legal para isso correr, a prefeitura vai mandar o motorista, além também de outros profissionais, como cozinheira, e professore de educação física”.

O problema, segundo a diretora, se deve principalmente pela falta de comprometimento da gestão anterior, que não realizou todo processo para que o ano letivo começasse já com todos os profissionais legalmente cedidos pela Prefeitura. “Eu peço compreensão dos pais nesse momento, e que eles colaborem trazendo as crianças nesse início de ano. Alguns alunos já conversaram sobre essa possibilidade, mas algumas mães estão resistentes”.

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