Falta de medicamentos em Aparecida volta a ser alvo de reclamações

Remédios para pressão estão em falta; secretária garante que Prefeitura está próxima de solução

Medicamentos nas prateleiras de farmácias da cidade; atendimento é alvo de críticas de usuários (Foto: Arquivo Atos)
Medicamentos nas prateleiras de farmácias da cidade; atendimento é alvo de críticas de usuários (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Aparecida

Moradores de Aparecida voltaram a reclamar durante essa semana da falta de medicamentos na Farmácia Municipal. A queixa é referente a problemas para conseguir medicamentos como o Atenolol, usado para tratar hipertensão arterial e prevenção de ataque cardíaco.

A dona de casa Evidia de Oliveira, moradora do bairro Santa Luzia, precisa dos remédios para pressão, mas há mais de dois meses vai até à farmácia, localizada no prédio da Prefeitura, e não consegue. “Eles me falam que não tem previsão. Eu tenho que comprar porque tomo diariamente. Não posso ficar indo todos os dias na farmácia porque tenho problemas na perna, e sempre quando vou, volto sem o remédio”.

Situação semelhante à que Julia Rabelo enfrenta para ter o medicamento no serviço, onde busca atendimento para ela e para o marido. “Fica complicado para minha família porque não temos tanto dinheiro assim. No meu caso, são quatro comprimidos por dia. Eu gostaria de saber o motivo de faltar tanto esse medicamento”, questionou.

Essa não foi a primeira vez que a falha no estoque de remédios foi alvo de protestos na cidade. Mais um exemplo dos problemas vem de Roseli, do bairro Aroeira. Ela toma dois tipos de medicamentos controlados, entre eles, o Rispiridona, usado mais frequentemente no tratamento de psicoses delirantes, incluindo-se a esquizofrenia. Segundo ela, já há três meses precisa comprar o medicamento, que teria custo superior a R$ 190.

Outro lado – De acordo com a secretária municipal de Saúde de Aparecida, Eliane Pereira, os remédios que são oferecidos pelo Município foram adquiridos com base na demanda apresentada pelos farmacêuticos municipais.
Segundo ela, o Município segue a lista do Rename (Relatório Nacional de Medicamentos Essenciais), disponibilizadas pelo Governo Federal. “Nós adquirimos por meio de licitação todos os medicamentos que são dispensados em nossa farmácia, conforme a lista da Rename. Então todos os medicamentos dessa lista estão à disposição”.

Mas a responsável pela pasta entende que os casos dos moradores, que precisam do Atenolol, podem estar encontrando dificuldade porque a demanda foi maior do que o pedido e a compra feita. “No caso do remédio para pressão, a quantidade que foi adquirida e solicitada pelos farmacêuticos não foi suficiente para atender a demanda, porém estamos realizando nova compra”.

Sobre os medicamentos controlados, principalmente de uso psiquiátricos, a secretária se comprometeu a analisar os casos, já que o Município teria comprado todos os medicamentos necessários para o atendimento de saúde mental na cidade.

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