Ernaldo apresenta projeto de modernização da Feira de Ambulantes em Aparecida

Proposta prevê construção de camelódromo com dois andares de lojas, serviços e banheiros; feirantes cobram maior segurança

O prefeito Ernaldo Marcondes explica as mudanças na feira livre (Foto: Juliana Aguilera)
O prefeito Ernaldo Marcondes explica as mudanças na feira livre (Foto: Juliana Aguilera)

Juliana Aguilera
Aparecida

O prefeito de Aparecida, Ernaldo Marcondes (PMDB), anunciou na última sexta-feira o projeto de melhorias na Feira de Ambulantes.

A proposta conta com a construção de três blocos de dois andares que abrigarão lojas no piso térreo e serviços como praça de alimentação, banheiros, caixas eletrônicos e casa lotérica no primeiro andar. A estimativa é de 50 mil m² de infra-estrutura nos dois andares.

Segundo o prefeito, a obra deve começar pelo lado da rodoviária, com duração entre 18 e 24 meses. Os ambulantes poderão trabalhar neste período, sendo apenas deslocados para ruas paralelas ou locais ainda a serem estudados pela Prefeitura, como o pátio da Basílica. O prefeito afirmou que 90% dos ambulantes ficarão no mesmo lugar após o término das obras, apenas serão relocados para a avenida bancas das ruas João Alves, João Matuck e entorno da escola Chagas Pereira.

Para não obstruir completamente a passagem de carros, a avenida funcionará na semana, com duas vias largas para dois carros, com local destinado também ao estacionamento rotativo. O espaço servirá para sanar a dificuldade de viaturas de bombeiro e ambulâncias em passar pelas bancas no final de semana. Marcondes também explicou que o comerciante continuará pagando o mesmo valor fixo de R$ 1,2 mil ou R$1,5 mil anual, de acordo com o tamanho da banca.

Melhorias – De acordo com o prefeito, com a obra, a Feira de Ambulantes deve se tornar mais organizada, segura e receptiva aos turistas. Serão instalados luzes de LED nos prédios e haverá seguranças e câmeras de monitoramento.

O prefeito respondeu também sobre a situação complicada da fiação atual na feira. “Não podemos deixar que continue circulando por dentro da feira. O Corpo de Bombeiro veio avisar que pode ocorrer o risco de incêndio”.

Com os blocos, a Prefeitura assumirá os serviços atualmente terceirizados pelos ambulantes, como luz e segurança, além de acabar com a despesa de montagem e desmontagem das bancas. O comerciante poderá trabalhar a semana inteira no seu box.

João Silva tem banca há vinte anos na feira e comemorou a mudança. “Chuva atrapalha muito a gente aqui. Se melhorar a infraestrutura, vai ter mais retorno. Pode até gerar mais emprego”, destacou o comerciante, que já foi vítima de furto e lembrou da necessidade de uma maior segurança.
O gerente Evandro da Silva trabalha em um loja na Avenida Monumental e foi outro que apontou para o problema da segurança. “Todo final de semana tem gente sendo roubada na feira, por batedor de carteira ou pessoal que vende fitinha. Dia de semana é vazio pra cá, não passa guarda, não passa fiscal. É perigoso, pois esconde a loja”, contou.

Silva afirmou que não havia sido comunicado sobre a possível mudança e se preocupa com o espaço para carros na cidade. “Já é apertado, agora começou a zona azul também, pode ser que o romeiro pare de vir de carro pra cá”.

Limpeza – A hoteleira Marina Assis se preocupa com a questão do lixo na avenida. “Eu quero saber se ele vai resolver o problema de lixo. Aumentou muito mais minha despesa com dedetização”, reclamou. Marina diz que a falta de lixeiras causa o acúmulo de lixos na esquinas de ruas, e que seu hotel sofre com insetos que entram no prédio pela proximidade.

Ela reforçou o problema com a experiência que teve no último dia 12 de outubro. “Tivemos um monte de bueiros na Avenida Monumental vazando, inclusive o meu. E não é o fluxo por conta do hotel, eu já tive muito mais gente usando e eu nunca tive esse problema”, afirmou. Dúvidas como a abertura das bancas na semana e a continuação do projeto em futuros mandatos também foram levantadas pela população.

Licitação – O prefeito afirmou que o preço estimado da obra é de R$ 70 milhões, e que a Feira de Ambulantes não será negociada com nenhuma empresa. “Ela é patrimônio público da cidade. A empresa que ganhar a licitação vai construir o prédio e não terá poder sobre as bancas ou de contrato. Será a mesma relação que se tem hoje do comerciante com a prefeitura”, reforçou.

O projeto será repassado para comerciantes e cidadãos no dia 20 de fevereiro e, após a data, haverá audiência pública para decisão da sua continuidade. Marcondes afirmou que, caso vingue, a expectativa é levar a prefeitura para o segundo andar do camelódromo.

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