Concurso do Saae de Aparecida tem denúncia de falhas na fiscalização

Morador se queixa de irregularidades e se recusa a fazer prova; Prefeitura classifica caso como “isolado” e não deve anular certame

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Funcionários do SAAE durante o trabalho; concurso público de autarquia tem acusações de irregularidades (Foto: Reprodução PMA)

Rafael Rodrigues
Aparecida

Um concurso público realizado para preencher vagas no Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), em Aparecida, virou caso de polícia, no último dia 16, depois que um dos concorrentes se recusou a prestar a prova alegando falhas na fiscalização. Willian Kalil acusou a organização do exame de não pedir nenhum documento de identificação antes de entregar a prova, e ainda se queixou que muitos dos concorrentes estavam fazendo uso de aparelhos celulares.

“Me neguei a prestar a prova porque, primeiramente, não me pediram identificação, o invólucro para deixar o aparelho eletrônico era transparente, ou seja, dava para mexer, e ainda o fato de muitas pessoas usando o celular, fora do invólucro”, contou Kalil.

Outra reclamação do concurseiro é que os funcionários não estavam devidamente identificados. “Eram pessoas não identificadas, escrito apenas ‘fiscal’, e o supervisor da banca examinadora se negou a falar o nome quando eu perguntei”.

O assessor jurídico do Saae, Francisco Rangel, classificou o caso como “isolado”. Segundo ele, além do candidato, não houve nenhuma desistência com a mesma alegação. “O que aconteceu foi que no domingo, eu fui comunicado que um concursando tinha feito um boletim de ocorrência porque algumas pessoas estavam usando aparelho celular, mas a declaração dele é que isso aconteceu antes da prova”.

Outros pontos sobre o concurso foram levantados nas redes sociais, depois da denúncia feita por Kalil. Fotos do exame realizado teriam circulado na internet, o que caracterizaria uso de aparelho celular durante a aplicação da prova.

Sobre a denúncia, Rangel disse que é importante checar as informações, mas que até o momento não houve denúncia formal do caso. “Eu acredito que a empresa particular fez a fiscalização, agora se aconteceu a fotografia da prova, vamos apurar, mas ainda não tenho conhecimento disso que aconteceu”.

Concurso – A prova pretende preencher 28 vagas em diversos cargos, com salários que variam aproximadamente entre R$ 1,1 mil a R$ 1,4 mil. A empresa responsável pela aplicação da prova foi a Moura Melo, de São Paulo. Em contato com a empresa, a reportagem não obteve resposta sobre a aplicação do exame.

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