Com mais três mortes registradas, Santa Casa de Aparecida teme por estrutura com flexibilização

Administrador pede cautela dos moradores e visitantes devido a limite de leitos disponíveis; hospital opera com mais de 50% de ocupação

Acesso a área administrativa da Santa Casa de Aparecida; hospital teme por estrutura para Covid-19 (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Aparecida 

As últimas mortes registradas em Aparecida levou a cidade a voltar a debater a estrutura para o atendimento de pacientes com novo coronavírus e meio ao processo de flexibilização. A administração da Santa Casa tem mostrado preocupação com a retomada de atividades turísticas e religiosas.

O tema foi retomado no início da semana, após a confirmação da 11ª morte no município. Uma mulher de 53 anos faleceu, na última terça-feira (8) depois de quatro dias internada no hospital. De acordo com a secretaria de Saúde de Aparecida, ela tinha comorbidades, com hipertensão, obesidade e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Além dela, outras duas mortes foram registradas na última semana: uma de Potim, no último dia 4 e outra no domingo. O último caso segue sob suspeita.

Para o administrador da Santa Casa, Frei Bartolomeu Schultz, os eventos no Santuário Nacional e o funcionamento de bares, restaurantes e da Feira Livre tem elevado o registro no fluxo de pessoas, principalmente romeiros, que já começam a passar pelo Santuário Nacional. “Infelizmente a Santa Casa registrou dois óbitos e uma suspeita, ou seja, três mortes em apenas uma semana na cidade de Aparecida. A suspeita, foi registrada na última sexta-feira, de um paciente de Roseira, no domingo, tivemos a confirmação de uma morte de uma paciente de Potim, e agora, nesta quarta-feira, registramos a morte de uma senhora de Aparecida”, confirmou Schultz, que acredita que não só aparecida, mas as duas cidades vizinhas precisam estar em alerta.

Há cerca de um mês e meio, a Santa Casa de Aparecida não consegue operar com menos de 50% dos leitos ocupados por pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. “Estamos com 13 leitos ocupados, sendo que quatro munícipes. Já tem um mês que mantemos acima de 50% as nossas taxas de ocupação”, contou o religioso.

Desde o final de semana passado, Aparecida tem registrado um número crescente de visitantes, enfatizado depois que as celebrações no Santuário foram liberadas. “Temos uma grande preocupação, uma vez que agora a flexibilização foi de forma integral. Temos visto uma grande circulação de pessoas na cidade, inclusive de romeiros, e isso nos preocupa sim, porque pode elevar os casos na região, principalmente aqui em Aparecida”, finalizou.

De acordo com último boletim epidemiológico divulgado pela secretaria Municipal de Saúde, na tarde desta quinta-feira (10), Aparecida contabiliza 343 casos confirmados e 11 óbitos.

 

 

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