Com mais de 70 casos confirmados Aparecida teme epidemia de dengue no verão

Cidade, que registrou apenas duas notificações da doença no ano passado, intensifica fiscalização para combater mosquito

Agente de vetores durante ação de combate ao Aedes aegypti; Aparecida
Agente de vetores durante ação de combate ao Aedes aegypti; Aparecida intensifica fiscalização (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Aparecida 

Autoridades de saúde em Aparecida acenderam o sinal de alerta contra a dengue, depois da cidade registrar até o final de outubro, 66 casos autóctones (adquiridos na cidade) da doença, além de outros oito importados. Os números divulgados pela Vigilância Epidemiológica apontam para um crescente em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas dois casos de dengue no munícipio.

O município passou por uma epidemia em 2015. De acordo com os dados da secretária Municipal de Saúde, os casos foram diminuindo a cada ano, até 2019.

A ADL (Avaliação De Densidade Larvária) realizada no mês de outubro foi de 4,2, número considerado perigoso, já que em julho foi de 0,7. A ADL envolve o dimensionamento dos criadouros existentes pela contagem dos recipientes com larvas, indicando intensidade da infestação.

A enfermeira Luciene Uchôas, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Aparecida, contou que uma das grandes dificuldades do trabalho de campo é encontrar os moradores em suas residências para avaliação. “Temos tido muita dificuldade na avaliação e vistoria nos imóveis, que estão fechados. Quase 50% dos imóveis vistoriados estão fechados, e isso dificulta nosso trabalho”, explicou.

Uchoas disse ainda que a Vigilância tem feito um trabalho mais intenso contando com a colaboração dos agentes das Estratégia de Saúde da Família. “Esses agentes têm mais contato com essas famílias, mas o que que precisamos é que o morador ajude nesse trabalho de combate, aceitando as visitas”.

As informações da secretária de saúde apontam ainda que os casos registrados da doença estão espalhados por toda cidade. Os recipientes com maior incidência de larvas, encontrados em residências da cidade, são frasco e plástico descartáveis e reutilizáveis, ralo externo, e prato de plantas.

Além de intensificar as atividades de visita aos imóveis na cidade, a vigilância tem realizado o controle de criadouros imediatamente após receber a notificação e orientação aos moradores com pedágios, panfletagem e por meio de redes sociais. Sem data para os trabalhos, a pasta pretende iniciar outras ações de combate à doença, como a criação de um “cata criadouros”, arrastões pela cidade e orientações.

 

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