Aparecida extingue serviço de charrete turística a partir de janeiro

Executivo propõe que permissionários utilizem o tuk-tuk como meio de transporte; extinção acata decisão judicial

Charretes aguardam por movimento na área central de aparecida; lei aprovada proíbe atuação e eincentiva tuk-tuk (Foto: Arquivo Atos)
Charretes aguardam por movimento na área central de aparecida; lei aprovada proíbe atuação e incentiva tuk-tuk (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Aparecida

A Prefeitura de Aparecida determinou a extinção do serviço de charretes turísticas, prática comum na cidade. A medida começa a valer no dia 1 de janeiro do ano que vem. Os líderes do Executivo tentam encontrar uma saída para que os 38 charreteiros cadastrados possam trabalhar com o transporte de turistas, porém, utilizando outros veículos.

A determinação acata decisão judicial e proíbe os serviços que envolvam o transporte de turistas com a utilização de cavalos. A prefeita de Aparecida, Dina Moraes (PDT), informou os trabalhadores do setor em uma reunião realizada no gabinete da Prefeitura. Dos 38 profissionais cadastrados, 20 participaram do encontro.

“Já havíamos feito outros contatos com outro grupo, de representantes dos charreteiros. Realmente, após 31 de dezembro, será extinto esse tipo de transporte turístico aqui no município. Fizemos a reunião para buscar soluções para poder dar uma assistência e até cumprir com eles, tendo em vista que eles têm uma licença”, afirmou a prefeita.

Com a proibição, algumas alternativas foram colocadas em discussão, entre elas, a utilização de carros elétricos, moto e até o tuk-tuk, que é uma espécie e triciclo bastante utilizado em países como Tailândia e Malásia, para transportar turistas.

Dina confirmou que essa opção é a que mais agrada o Executivo. “Eu acredito que seria (o melhor) esse tipo de transporte. Penso até numa espécie de transporte elétrico, pois caberiam até quatro passageiros, enquanto no tuk-tuk são apenas dois. Agora é a hora que cada um deles verá o custo disso, para fazer o investimento, e nós estamos trabalhando para que eles tenham essa participação”, concluiu.

Na determinação judicial, consta que os animais submetidos ao serviço carregavam carga com excesso de peso, já que algumas charretes levavam até seis pessoas e por longa jornada. O promotor público Laerte Fernando Levai, autor da ação, pede que as licenças sejam revogadas e os cavalos que apresentarem doenças ou estiverem velhos sejam colocados sob cuidados da administração municipal e organismos de defesa dos animais.

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4 comentários em “Aparecida extingue serviço de charrete turística a partir de janeiro

  • 25 de novembro de 2019 em 14:06
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    Felizmente uma decisão sensata. Em minha primeira e única visita à cidade de Aparecida, presenciei cenas de maus-tratos a um dos cavalos; ao dirigir-se ao carroceiro, fui empurrado. Não bastasse isso, três outros ameaçaram-se com chicotes. E tudo em frente ao digníssimo templo.

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  • 25 de novembro de 2019 em 18:16
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    Que maravilha libertar os pobres animais que amo tanto.a minha mãe e filha de guará um dia vou conhecer essa cidade.com as bênçãos de deus.

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  • 3 de dezembro de 2019 em 11:50
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    Ótimo que os cavalos não sejam mais explorados. Mas o que será deles ? Uma vez que não trarão mais renda pra essas pessoas eu acredito que a grande maioria seja abandonada . É preciso é urgente saber o destino desses animais e oferecer alternativas para esses donos, porque eles vão abandonar sim . É imprescindível que os que não querem mais ficar com esses animais tenham ajuda para doar os mesmos ou alguma ong assumir a tutela até a doação .

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  • 27 de janeiro de 2021 em 12:15
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    A humanidade sempre se utilizou dos cavalos e para isso foram criados. Impérios foram construídos com a força de trabalho dos cavalos, toda história humana se utilizou dos cavalos. Nossa relação com os cavalos é milenar, provando que os cavalos são animais de carga e de passeio. Raças de cavalos foram desenvolvidas para puxar mais carga ou para um passeio mais agradável. Com o desenvolvimento das técnicas de arreio, os cavalos passaram a puxar de 600 Kg a 1 tonelada de peso na carroça todos os dias, continuando saudáveis e normais. A criação dos motores de autopropulsão provam isso também: são tantos CAVALOS de potência. Aí vem o homem da cidade moderna, acostumado a ir num supermercado quando quer comer alguma coisa e que nunca nem viu um cavalo de perto, nem sabe nada a respeito do animal, falar de maus tratos ao bicho! É para matar um, não?
    Guiados por uma ideologia ambientalóide cega, um comunismo colorido de verde, acreditam que o pobre trabalhador tem condições de pagar “o olho da cara” para manter um transporte moderno e que o bicho feito para carga e transporte está sofrendo maus tratos porque está pegando carga e transporte! Esse país é uma comédia ou não?

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