Aparecida confirma cortes em efeito à suspensão do IPTU

Com arrecadação comprometida, prefeito Ernaldo Marcondes admite paralisação de investimentos e demissões

O prefeito Ernaldo Marcondes que confirmou cortes, demissões e paralisação nos investimentos de Aparecida (Foto: Arquivo Atos)
O prefeito Ernaldo Marcondes que confirmou cortes, demissões e paralisação nos investimentos (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Aparecida

A suspensão da cobrança do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) em Aparecida está gerando problemas com a arrecadação municipal. Sem o dinheiro do imposto, a administração precisa enxugar os cofres públicos. Enquanto a cobrança segue suspensa, o Executivo confirmou cortes, demissões e paralisação nos investimentos.

O IPTU foi suspenso na segunda quinzena de março. Desde então o Executivo está proibido de emitir os carnês e cobrar o imposto dos moradores. “Estamos passando muitas dificuldades com relação a arrecadação. Precisamos enxugar cada vez mais a máquina pública e estamos conseguindo caminhar”, ressaltou o prefeito de Aparecida, Ernaldo César Marcondes (MDB).

A suspensão afetou diretamente os cofres públicos. À frente do Executivo e sem perspectiva de melhora a curto prazo, Marcondes decidiu por encurtar os gastos do município.

A primeira medida foi cortar o funcionalismo público. “Estamos fazendo demissões de funcionários em vários setores, cortes de horas extras e enxugando mesmo. Tudo que pode ser feito por um (funcionário), a gente tira os outros (funcionários)”, explicou Marcondes.

O prefeito contou como estão sendo realizados os cortes no quadro funcional e salientou que a medida só foi tomada devido a grave situação financeira do município. “Estão sendo cortados periodicamente. A princípio, a gente tira o funcionário comissionado e volta quando estivermos em melhores condições”.

O congelamento de investimentos também precisou ser feito, já que o Município não tem outra grande fonte de arrecadação como o IPTU. “Essa é a nossa maior dificuldade. As obras que são de nossa responsabilidade, do município, estão suspensas por enquanto”, salientou Marcondes sobre os investimentos.

Preocupado com a arrecadação no momento, o prefeito garantiu que a cobrança do IPTU voltará a ser feita ainda no primeiro semestre, após adequação de lei realizada. “É só uma questão de migração do sistema. Nós podemos cobrar o IPTU dentro da forma da lei”.

Marcondes assegurou que a cobrança do IPTU voltará a ser realizada dentro de 15 ou 20 dias. O mesmo prazo vale para emissão e distribuição dos carnês à população.

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