Vereador de Caraguá segue preso, acusado de participar de facção do PCC que atua no Litoral

Operação policial conseguiu capturar 36 envolvidos em esquema do tráfico de drogas; sistema mantinha contratação de advogados 

Vereador Flávio Nishiyama, envolvido em esquema de atuação do PCC no Litoral Norte (Reprodução Polícia Civil)

Da Redação
RMVale 

Na tentativa de desarticular a principal quadrilha de tráfico de drogas do Litoral Norte, uma operação deflagrada pelas polícias Civil e Federal na última terça-feira (11) resultou na prisão de 36 criminosos e na morte de outros dois. Para a surpresa dos moradores de Caraguatatuba, um dos presos na ação foi o vereador Flávio Nishiyama (PTB).

Batizada de “Código de Ética”, por ter diversos advogados entre os investigados, a operação cumpriu 48 mandados de prisão e outros 64 de busca e apreensão em imóveis de Caraguá, Campinas, Taubaté, São Sebastião e Ubatuba. A iniciativa contou também com o reforço da Polícia Militar.

De acordo com a Polícia Civil, a ação foi motivada por uma investigação do Ministério Público, que ao analisar em junho as prisões relacionadas ao tráfico nas cidades litorâneas em 2020 percebeu que na maioria dos casos as drogas haviam sido fornecidas por uma quadrilha de Campinas, ligada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que assim que o traficante do Litoral Norte era preso, o grupo de Campinas contratava advogados de Caraguá, Ubatuba e São Sebastião para o pressioná-lo a não denunciar o esquema.

Apesar de não revelar o número de advogados presos na operação, a Polícia Civil informou que um deles foi o vereador de Caraguá, Flávio Nishiyama. Acusado de associação criminosa por supostamente receber dinheiro da quadrilha e alugar imóveis para o armazenamento dos entorpecentes no município praiano, o parlamentar foi detido na manhã da última terça-feira em sua casa no bairro Indaiá e encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguá, onde aguarda transferência para alguma unidade prisional estadual.

A força-tarefa apreendeu quase dois quilos de entorpecentes, cinco armas de fogo, cerca de R$ 17 mil e pouco mais de vinte mil pesos colombianos, o que, segundo a Polícia Federal, reforça a hipótese de que o bando de Campinas distribuía no Litoral Norte entorpecentes vindos da Colômbia.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, dois homens morreram em confronto com a Polícia Militar. O primeiro caso ocorreu no começo da tarde da última terça-feira na Costa Sul de São Sebastião, quando um rapaz de 27 anos sacou um revólver ao perceber a chegada das viaturas em frente á sua casa. Na troca de tiros com a PM, o criminoso foi alvejado no peito.

Já o segundo conflito ocorreu durante a noite do mesmo dia em uma pousada no bairro Martim de Sá em Caraguá. Ao receber a informação de que um dos procurados na operação estava escondida num quarto do estabelecimento, a PM se dirigiu até o estabelecimento de hospedagem.  

Após bater diversas vezes na porta do quarto, os policiais a arrombaram. Na sequência, o acusado sacou um revólver e efetuou disparos contra os policiais, que revidaram o atingindo fatalmente.

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