Trancadas pelos maridos, mulheres são resgatadas no Litoral

Vítimas denunciam agressões e ameaças de morte; Polícia Civil de Ubatuba tenta localizar agressor

Uma das residências em que a esposa era agredida pelo marido; vítimas de Ubatuba e Caraguá eram mantidas presas em casa (Foto: Reprodução PMA)

Lucas Barbosa
RMVale

A Polícia Militar libertou nesta semana duas mulheres que eram mantidas em cárcere privado (trancadas em casa) pelos maridos em Ubatuba e Caraguatatuba. Além de agredidas, as vítimas relatam que foram ameaçadas de morte pelos companheiros.

De acordo com a PM, a denúncia sobre o primeiro caso ocorreu na tarde da última quarta-feira, quando moradores do bairro Perequê Mirim, em Caraguá, acionaram a corporação após ouvirem gritos de socorro vindos do interior de uma casa.

Primeira a chegar no local indicado, uma equipe da Polícia Militar Ambiental invadiu o imóvel, onde se deparou com a mulher de 38 anos com diversos ferimentos pelo corpo. Questionada, ela desabafou que há diversos dias era constantemente agredida e estuprada pelo próprio marido, que não a deixava sair da residência com a ameaça de que iria matá-la.

Apesar de negar os crimes, o denunciado foi preso no local e encaminhado à Delegacia de Caraguatatuba. Permanecendo à disposição da Justiça, o homem foi indiciado por estupro, cárcere privado e violência doméstica.

Já o segundo resgate ocorreu na noite da última quinta-feira no bairro Folha Seca, em Ubatuba, quando policiais militares decidiram tentar abordar um homem que estava em atitude suspeita em frente a uma casa. Percebendo à aproximação da viatura, o rapaz correu e fugiu por um matagal.

Na sequência, uma mulher de 31 anos saiu do imóvel correndo, afirmando que seu companheiro estava a mantendo e sua filha de 5 anos presas na residência.

Além de agredida e diversas vezes ameaçada de morte com uma faca, a moradora afirmou que o marido escondia seu aparelho celular, documentos e cartões bancários para evitar que ela conseguisse deixar o local.

Após colher o depoimento da mulher, a Polícia Civil de Ubatuba abriu um inquérito para apurar o caso. Até o fechamento desta edição o acusado não havia sido capturado. Já a vítima e a criança mudaram-se para a casa de parentes.

 

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