Polícia investiga possível ligação entre assassinatos em Caraguá

Jovem e adolescente são mortos em curto intervalo de tempo; crimes podem ter relação com o tráfico

Sede da delegacia de Caraguá, que investiga crimes de assassinato na cidade (Foto: Divulgação PC)

Da Redação
Caraguatatuba 

A Polícia Civil de Caraguatatuba revelou na manhã desta quinta-feira (19) que investiga se o mesmo grupo de criminosos foi responsável pelos assassinatos de dois jovens no início desta semana, praticados num intervalo de apenas quatro horas. A principal hipótese da corporação é que os casos tenham sido motivados por uma disputa entre traficantes de drogas.

De acordo com a Polícia, o primeiro homicídio doloso (quando existe a intenção de matar) foi registrado por volta das 22h da última segunda-feira (16) no bairro Jaraguá, vitimando um jovem de 25 anos. Em depoimento, uma testemunha afirmou que o rapaz conversava com um amigo numa esquina, quando um carro se aproximou. Na sequência, um dos três ocupantes desceu do veículo e fez diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, alvejada na cabeça, pescoço e tórax.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas quando a equipe de socorro chegou ao local, o jovem já estava morto.

Cerca de quatros horas depois, já no início da madrugada da última terça-feira (17), um adolescente de 16 anos foi morto a tiros enquanto caminhava por uma via do bairro Travessão, que fica apenas cinco quilômetros do local do primeiro assassinato. Segundo moradores, que presenciaram o crime, o atirador desceu de um carro e disparou contra o menor de idade, atingido fatalmente na cabeça e costas.

Acionada para analisar as duas cenas de crimes, a Polícia Civil Científica constatou que as cápsulas encontradas nos locais eram do mesmo tipo de munição.

A principal linha de investigação da Polícia Civil é que os assassinatos tenham relação com a disputa entre quadrilhas rivais pelo controle do tráfico de entorpecentes nos bairros Jaraguá e Travessão, já que as duas vítimas eram supostamente ligadas ao tráfico de entorpecentes em seus bairros.

Além de ouvirem testemunhas, a corporação analisará imagens de câmeras de videomonitoramento para tentar identificar os envolvidos nos homicídios.

 

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